Regata da Escola Naval altera pontuação do Ranking RJ

O GVEN (Grêmio de Vela da Escola Naval) promoveu no último domingo, 12 de outubro, a 80ª Regata Escola Naval e dentre as várias classes que participaram desta grande festa da vela a HPE25 foi representada por seis equipes.

A Waypoint/Mandona, de Chris Frediani, foi a vencedora, seguida do Sexi, de Andreas Mirow e do Salô, de Marcelo Zemach. Na sequência cruzaram o Mr. Pilot, de Franklin Souza, o Vaidoso, comandado por Eduardo Ribas e o Camilara, de Sérgio Goretkin Filho.

A 80ª Regata Escola Naval somou pontos para o Ranking RJ, que continua com liderança do Salô, de Marcelo Zemach, somando 144 pontos. 

O Sexi, de Andreas Mirow, é o segundo colocado, agora com 116 pontos, seguido do Yalla Yalla, de Daniel Wilcox, que soma 108 pontos.

O Carioca Fiote, de Roberto Martins, que tem 107 pontos, está empatado com o Flyer, de Newton Passos. Os veleiros/comandantes ocupam atualmente a quarta colocação no Ranking.

Em quinto o Ah Muleque, de Ricardo Ricardi, com 104 pontos, ganha a companhia do Waypoint Mandona, que sobe de posição.

Outro que subiu e agora divide com o Take Ashauer, de Cassio Ashauer, a sexta colocação é o Mr. Pilot, de Franklin Souza (100).

Blue Shark, de Alessandro Pascolato, (98), Papa's, de Antonio Figueiredo, (89), Pânico, de Walter Rodrigues (77) e Pipopapá, de Gianfranco Ronchi (74), completam a lista dos 10 primeiros.

Ranking dos tripulantes

Dentre os tripulantes, Nick Pellicano Grael continua na liderança, agora com 430 pontos. Diogo Petersen, com 393, é o vice-líder e Ricardo Cutz Gaudenzi, com 390, é o atual terceiro colocado.

Demóstenes Neto, com 385 é o quarto e com 382, Alexandre Muto ocupa a quinta colocação.

Completam a lista dos 10 primeiros atletas melhores colocados: Edmundo Souto (365), Guilherme Avelino (358),  Felipe Berardo (338), Naná Amorelli (335) e Newton Passos (320).

O ranking prossegue agora com as regatas do 20º Campeonato Brasileiro da Classe HPE25, que acontece de 15 a 19 de outubro, no Iate Clube do Rio de Janeiro.

Vale sempre destacar que o Ranking Carioca tem o patrocínio da Quantum e V.Elo.

Confira as colocações completas das equipes neste link.

Veja o ranking completo dos velejadores aqui.


Relembre os Campeões Brasileiros da HPE25

Rumamos para o 20º Campeonato Brasileiro da Classe HPE25, que começa na próxima semana. Entre os dias 15 e 19 de outubro, mais uma equipe vai escrever seu nome na relação de campeões da classe, uma disputa que começou lá em 2005, quando o Pânico, de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o "Tutinha", conquistou o primeiro campeonato, em Angra dos Reis.

Desde então o evento acontece em diferentes locais e com inúmeros campeões. Alías, apenas três comandantes, venceram o Brasileiro mais de uma vez.

Marcos Adler, com o veleiro Tigre, venceu em 2007 e 2009 (ambos em Ilhabela). Eduardo Souza Ramos, comandou o Phoenix nos campeonatos de 2017 e 2021, também na raia de Ilhabela.

E o maior vencedor dos campeonatos brasileiros até agora foi Breno Chvaicer, com o Ginga, que conquistou os títulos de 2011, 2013 e 2024 (em Ilhabela), 2018, no Rio de Janeiro e 2022, na Bahia.

Desde aquele primeiro Brasileiro, há 20 anos, a classe amadureceu e atingiu um nível muito alto de competitividade. Novos velejadores e barcos, ao lado dos experientes comandantes, fazem das regatas da classe um desafio de foco, habilidade e estratégia essenciais para quem deseja colocar seu nome nesta histórica galeria.


Classe HPE25 celebra 20 anos de seu Campeonato Brasileiro

Novembro de 2005

Havia apenas 11 barcos ativos na flotilha do novo projeto da vela brasileira, o HPE25. Esses 11 pioneiros, todos amigos, queriam dar firmeza para a classe e reunir os velejadores em um campeonato para trocar experiências, testar arduamente os veleiros e, talvez mesmo sem saber, iniciar uma história que completará 20 anos:  o 1º Campeonato Brasileiro de HPE25, que aconteceu entre os dias 12 e 15 de novembro de 2005, em Angra dos Reis.

Um campeonato em Angra trazia a proposta dos velejadores e suas famílias ficarem próximos e bem acomodados, em um local belíssimo, algo que tinha tudo a ver com o espírito do barco.

“Na verdade, a ideia era juntar as pessoas, e as regatas eram parte deste programa“, contou à jornalista Judite Scholz, Roberto Martins, um daqueles pioneiros, de quem partiu a ideia e para a qual logo convenceu o velejador Cacau Peters. A dupla então passou a organizar o campeonato.

“Fomos ousados em escolher Angra. Pensamos fora da caixa, já que fazer em Ilhabela seria chover no molhado. Era uma experiência diferente em um lugar diferente, e chamaria a atenção dos cariocas”, relatou Cacau, à Judite, que realizou um trabalho de pesquisa sobre os anos iniciais da Classe.

Vinte anos depois de seu primeiro campeonato brasileiro em Angra dos Reis, a brasileiríssima classe HPE25 mantém a filosofia de "gentleman’s boat", que une todos
em uma atmosfera de amizade.

Atualmente com 74 barcos construídos (e 'rumando para os 81', como almeja Eduardo Souza Ramos), a classe HPE25 mantém a sua essência: diversão e competição, com alegria, em barcos que trazem o que há de melhor em simplicidade e competitividade, com flotilhas em Ilhabela e Guarapiranga, em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e, mais recentemente em Brasília.

Duas décadas depois daquele evento pioneiro, a Classe HPE25 celebra a realização de seu 20º Campeonato Brasileiro, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de outubro, no Iate Clube do Rio de Janeiro, para o qual estão sendo esperados aproximadamente 30 barcos.

Dois comandantes que estiveram naquele histórico primeiro campeonato, Eduardo Souza Ramos e Roberto Martins lá estarão e serão homenageados nas duas primeiras regatas do campeonato, que levam os seus nomes.

"Será um momento de celebração, de homenagens, de reverenciar velejadores pioneiros que estiveram naquele campeonato, que incentivaram e ainda são fundamentais para a classe e de receber e integrar novos comandantes e velejadores. A Classe HPE sem dúvida é a mais ativa classe da vela de competição em atividade. É um barco inclusivo, acessível. Teremos no Brasileiro, tanto jovens velejadores que acabaram de sair da base, do Optmist, por exemplo, até comandantes com mais de oitenta anos, como Eduardo Souza Ramos e o Dino Pascolato.

Quis o destino que eu estivesse à frente neste momento especial para a HPE25 e junto com a coordenação do Rio de Janeiro, a coordenação nacional da Classe está se esforçando para que tenhamos um Brasileiro inesquecível e de alto nível técnico, ratificando a HPE25 como uma das mais relevantes, organizadas e ativas classes da vela brasileira", comenta o presidente da Classe HPE25, Luis Fernando Staub.